Dicas para executar corretamente telhados com telhas de concreto

Foto 1 texto 2Telhados coloridos – verdes, vermelhos, amarelos, azuis – começam a pintar a paisagem das cidades brasileiras. As novas coberturas são realizadas com telhas de concreto, fabricadas com uma argamassa homogênea de cimento, areia, água, pigmento e, opcionalmente, aditivos plastificantes. No Brasil, ainda há uma enorme área a ser coberta por esse produto, que apenas ensaia os primeiros passos no país: sua participação não passa dos 3%, segundo fabricantes e especialistas da área. Na Europa, por exemplo, as telhas de concreto detêm mais de 50% do mercado e na Itália atingem 70%. Assim, estima-se que há um enorme potencial, ainda inexplorado, no mercado brasileiro.

Um dos diferenciais é a qualidade do produto, muito superior às telhas tradicionais, de cerâmica. Os equipamentos de fabricação, de avançada tecnologia, praticamente induzem os bons resultados no final da linha de produção: um bom maquinário, cimento e agregados adequados, além de respeito às dimensões e especificações das normas técnicas, juntos, fazem com que a telha de concreto tenha um elevado padrão de qualidade. Outra diferencial é ambiental. A fabricação das telhas de cerâmica requer muita energia e libera, em seu processo de produção, grande quantidade de CO². A produção da telha de concreto – por depender apenas da cura do cimento – não libera nenhum resíduo, garantem os fabricantes.

Dicas de execução

Para as telhas que não são resinadas, deve-se molhá-la antes de iniciar o assentamento da cumeeira, que deve ser feito com argamassa de cimento, cal e areia no traço 1:1:8. A argamassa deve descansar de 10 a 15 minutos e, em seguida, ser misturada até atingir a consistência de uma “farofa”. De acordo com Antonio Alves Goulart, instrutor do Senai, em telhados com telhas de concreto com inclinações de até 45%, a amarração das telhas pode ser dispensada desde que os beirais sejam parafusados no ripão.

Se a aplicação da manta térmica estiver prevista no projeto, esta deverá ser colocada horizontalmente entre os caibros e os recaibros, e grampeada nos extremos do conjunto do madeiramento do telhado. Para evitar deformações na superfície do telhado, o assentamento das telhas deve ser feito sobre uma trama de caibros de secção quadrada, 5 x 5 cm, e por ripões. No beiral, use sempre dois ripões para manter o nível.

Passo a Passo

– Passo 1: Antes de iniciar a colocação, confira o alinhamento vertical com a ajuda de um esquadro.
– Passo 2: Inicie a colocação das telhas da primeira fiada do beiral sempre da direita para a esquerda.
– Passo 3: Depois de colocada a fiada do beiral, distribua as telhas em faixas verticais, começando sempre pela direita.
– Passo 4: Antes de iniciar o preenchimento da cumeeira, meça verticalmente o encaixe da telha, do ponto de recobrimento até a linha central do espigão.
– Passo 5: Em seguida, meça horizontalmente.
– Passo 6: Transfira as medidas para a telha, faça as marcações horizontais e verticais e una os pontos traçando um triângulo.
– Passo 7: Durante o corte, molhe bem o disco da serra elétrica com água.
– Passo 8: Inicie o corte pelas saliências da telha, sempre molhando o disco da serra elétrica enquanto estiver executando o serviço.
– Passo 9: Em seguida, vire a telha de cabeça para baixo e finalize o corte, também pelas saliências.
– Passo 10: Separe a peça.
– Passo 11: Encaixe-a no espigão.
– Passo 12: Prepare o emboço para o assentamento da cumeeira.
– Passo 13: Com a ajuda da colher de pedreiro, distribua a argamassa no encaixe da telha de forma a criar uma linha contínua.
– Passo 14: Em seguida, aplique a peça cortada sobre a telha.
– Passo 15: Para evitar falhas, os vazios dos canais da cumeeira deverão ser preenchidos com cacos de telha, aplicados sobre a primeira camada de emboço.
– Passo 16: Aplique uma nova camada de emboço nas extremidades, agora já preenchidas com os cacos de telha, de maneira a criar duas linhas contínuas.
– Passo 17: Encaixe a telha na cumeeira do telhado com cuidado.
– Passo 18: Antes de assentar a peça seguinte, coloque o emboço no rebaixo da telha.
– Passo 19: Com a colher de pedreiro, inicie o arremate do emboço.
– Passo 20: A camada de acabamento do emboço deve ficar 90% inclinada em direção à cumeeira, eliminando, dessa forma, a área de absorção de água da argamassa.
– Passo 21: Com uma esponja úmida, remova o excesso de emboço das juntas.
– Passo 22: Depois que a argamassa estiver seca, remova o excesso do cimento com uma esponja seca.

Informações: Equipe de Obra e Prisma
Imagens: Extra

Poliuretano: aplicações e vantagens

O Poliuretano (denominado pela sigla PU) é um polímero que compreende uma cadeia de unidades orgânicas unidas por ligações uretânicas. É amplamente usado em espumas rígidas e flexíveis, elastómeros durávei, adesivos de alto desempenho, selantes, fibras, vedações, tapetes, peças de plástico rígido e tintas.

Os produtos do poliuretano têm muitas formas de uso. Mais de três quartos do consumo global de poliuretano são na forma de espumas. Em ambos os casos, a espuma está geralmente escondida por trás de outros materiais: as espumas rígidas estão dentro das paredes metálicas ou plásticas da maioria dos refrigeradores e freezers, ou atrás de paredes de alvenaria, caso sejam usadas como isolação térmica na construção civil; as espumas flexíveis, dentro do estofamento dos móveis domésticos, por exemplo. Na indústria da construção, o poliuretano é comumente utilizado em forma de selantes, para a selagem de juntas.

Foto 1 texto 4Uso

Quando seca, o selante de poliuretano produz uma vedação elástica, além de aderir bem à madeira, alvenaria e metais. É altamente compatível com o plástico e borracha. Selantes de poliuretano são mais projetados para materiais porosos, tais como ardósia, concreto e terracota. É altamente protetor em áreas de tráfego pesado e resistente a salpicos de graxa, óleo, gasolina e alimentos. Entre as vantagens desse produto está a rápida secagem, geralmente em 24h, o que faz grande diferença em projetos com prazos apertados. Depois de seco, esse tipo de selante é bastante resistente ao rasgamento, ao envelhecimento e à ação da chuva e sol.

Juntas

Principal aplicação do selante de poliuretano, as juntas de dilatação são espaçamentos, previstos antes da execução, que permitem a expansão e a retração da superfície provocadas pela variação de temperatura. A solução visa minimizar as tensões superficiais do revestimento, reduzindo a ocorrência de trincas e fissuras que podem afetar a durabilidade do sistema.

Para que esse objetivo seja alcançado, as juntas devem ser tratadas para que a água ou outros elementos prejudiciais à integridade do revestimento não penetrem nessas aberturas. Por isso, as juntas são seladas com materiais elásticos e resistentes, como o poliuretano. Periodicamente, recomenda-se fazer a manutenção preventiva das juntas, que sofrem desgaste natural pelo uso.

Informações e imagens: Explicatorium e revista Téchne

Concreto auto-adensável – fluidez, plasticidade e custos reduzidos

O concreto auto-adensável (CAA) apresenta grande fluidez e alta trabalhabilidade, ou seja, é um concreto muito plástico. A formulação de concretos fluídos e resistentes à segregação é uma evolução tecnológica, fruto da pesquisa aplicada ao uso de aditivos super-plastificantes e modificadores de viscosidade, combinados com alto teor de finos, sejam cimento Portland, adições minerais, fílers, etc.

Com a significativa redução de custos dos insumos – aditivos utilizados, como super plastificantes e modificadores de viscosidade – e com o avanço tecnológico e o domínio dos métodos de dosagem e preparação, o CAA ganha grande impulso junto aos construtores na execução das estruturas.

Definição

O termo concreto auto-adensável (CAA) identifica uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas preenchendo cada espaço vazio através, exclusivamente, de seu peso próprio, sem precisar de qualquer tecnologia de adensamento ou vibração externa. A auto-adensabilidade do concreto fresco oferece uma excelente capacidade de preenchimento dos espaços vazios e o envolvimento das barras de aço, assim como outros obstáculos. Isso ocorre, exclusivamente, através da ação da força gravitacional, mantendo uma adequada homogeneidade.

Para um concreto ser considerado auto-adensável, deve apresentar duas propriedades fundamentais: fluidez e estabilidade. Essas características conferem a propriedade de transpor vários obstáculos, preencher todos os espaços da fôrma e evitar a segregação e a exsudação. A fluidez é a capacidade do concreto auto-adensável escoar preenchendo todos os espaços. Já a estabilidade, é a capacidade que o concreto auto-adensável possui para se manter coeso e homogêneo após ter fluído ao longo das fôrmas.

Dosagem e materiais utilizados

Os materiais utilizados para a elaboração do CAA são, na prática, os mesmos utilizados nos concretos convencionais, porém com maior adição de finos, tanto de adições minerais ou fílers quanto de aditivos plastificantes e modificadores de viscosidade. O objetivo de qualquer método de dosagem é determinar a combinação adequada e econômica dos componentes do concreto com vistas a obter um concreto que possa estar próximo daquele que consiga um equilíbrio entre as várias propriedades desejadas ao menor custo possível. Os aditivos super plastificantes permitem que se alcance alta fluidez nas misturas, já os aditivos modificadores de viscosidade oferecem aumento na estabilidade, prevenindo-se, com isso, a exsudação e segregação no concreto.

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Imagem: UFRGS

As principais vantagens são: redução do custo de aplicação por m³ de concreto; garantia de excelente acabamento em concreto aparente; bombeamento em grandes distâncias horizontais e verticais; otimização de mão de obra; maior rapidez na execução da obra; melhoria nas condições de segurança na obra; eliminação da necessidade de espalhamento e de vibração; aumento nas possibilidades de trabalho com fôrmas de pequenas dimensões; maior durabilidade das fôrmas; antecipação nas operações de cura; e facilidade no nivelamento da laje.

Indicações de uso

O concreto auto-adensável é indicado para: fundações executadas por hélice contínua; paredes, vigas e colunas; parede diafragma; estações de tratamento de água e esgoto; reservatórios de águas e piscinas; pisos, contrapisos, lajes, pilares, muros e painéis; obras com acabamento em concreto aparente; locais de difícil acesso; peças pequenas, com muitos detalhes ou com formato não convencional onde seja difícil a utilização de vibradores; e fôrmas com grande concentração de ferragens.

Informações: Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem